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recuperação de tatuagem feminina de flor no pé

Buenas?!

A idéia não é expor um trabalho mal feito ou criticar alguém, mas lembrar que as diferenças entre os trabalhos devem ser avaliadas quando fores contratar alguém para realizar uma pintura permanente em sua pele. 

Para reformar ou cobrir uma tatuagem mal feita
 é preciso considerar o pigmento já cicatrizado.


Além da diferença entre orçamentos, procure ver alguns trabalhos do profissional a quem pretendes encomendar a pintura.

Não pretendo de maneira alguma me promover como o mestre incontestável da artimanhas da tatuagem, muito longe disso, sei muito bem ainda estar no início dessa que espero ser uma longa jornada de aprendizado e evolução. 

Contudo, não posso deixar de tratar desse incômodo trazido com a popularização das tatuagens em nosso cotidiano. Todos os dias inúmeras pessoas procuram tatuadores como se estivessem a escolher roupas em liquidações: 

- Quanto é essa? Tem desconto? Vou levar. É rapidinho né? 

E esse reflexo da desvalorização do pensar em nossa educação tem marcado permanente e desagradavelmente muitas pessoas.

Pensemos. Dói menos que a tatuagem em si. Aqui tens outros exemplos de coberturas e reformas.

Tatuagem feminina de dente de leão e passarinhos

Buenas Terráqueos!

Vai aí uma tatuagem com um desenho que caiu no gosto da mulherada nos últimos tempos:


tatuagem feminina de rosas, teia e ramos no ombro


Para essa tatuagem decidimos usar uma levada mais old school para as rosas. A idéia inicial era fazer uns espinhos entre as flores, mas na hora de desenhar na pele, os espinhos ficaram pesados demais no braço e optamos por substituí-los por filigranas.
Como as flores já tinham esse aspecto mais duro e a cliente não queria nada muito delicadinho, fizemos os ramos mais durões mesmo, com traços semelhantes aos da teia.
O resultado ficou muito legal e combinou bem com a moça que exibe essa tattoo lá no norte.

tatuagem feminina e delicada de beija-flor colorido nas costas

Buenas terráqueos!

Essa é atendendo a pedidos.
O vídeo com o procedimento e a entrevista da Eloisa está aqui:


E na seqüência as fotos, feitas pela @vafeltrin, dessa bela tatuagem feminina e delicada de beija-flor colorido nas costas que me deixa orgulhoso.


No começo é tudo flores.



E continua assim por um bom tempo.



E depois de algum tempo,



e alguma dor,



surge a tattoo.

Não deixe de visitar a galeria de fotos em nosso site: tavarestattoo.com 

Aventuras e tatuagens de Tavares Tattoo no norte - parte I

Buenas terráqueos! Calma, vai lendo que tem fotos ali embaixo.

Finalmente consegui um tempo para escrever, curto, mas é o que tem.
Semana passada tive o prazer de ministrar um workshop de desenho em Timbó, no norte de Santa Catarina. Para mim, o sul termina em Florianópolis e de lá pra cima é tudo norte, até o polo.

Com essa visão, a viagem foi uma jornada, aliás, uma saga.
Comecemos pelo princípio:
Da cidade onde me hospedo, não há uma linha de ônibus direta até Timbó, o destino mais próximo é Blumenau e para lá só existe um ônibus por dia. O de sábado sai pela manhã e lá fui. Acordei as 6:30h, banho rápido, bagagem pronta, táxi marcado e bora pra rodoviária.

Como o senador Ralado - chamo ele assim porque o nome de batismo dele parece de senador - tem um atelier de bodypiercing e não tatua, levei também a tralha de tatuar. Imagina a bagagem, uma mochila com material de desenho e mais os kits pra rapaziada que se inscreveu, além do player recheado de Raulzito, Zerra, Baleiro, Lobão, Mozart, Bethoven e uma antológica gravação de Carmina Burana completaça. Outra mochila com prancheta, roupas e material de higiene, mais duas maletas com a parafernália de tatuagem. Desde que não precisasse segurar mais nada, conseguia me equilibrar, mas não sobrou mão nem pra espantar mosca.

Depois de um pequeno atraso costumeiro chegou o bonde. Eu desconfio que o horário marcado nos bilhetes não é o de partida, mas a previsão da chegada do ônibus ao terminal. Nem assim as companhias se salvariam.

A bagagem foi alocada com a habitual delicadeza paquidérmica dos motoristas, os usurpadores da tranqüilidade dos viajantes retirados das poltronas alheias e o aspone passou pelo corredor contando os passageiros com o costumeiro gesto que imita o bispo benzendo as massas em dia santo.
Fecha e vai embora!

Obviamente me provi de porcariozitos e refrigerante. Você que reclama da barrinha de cereal dos aviões, devia pegar um ônibus. Quando muito tem água, suspeita e lacrada. 
Bem ou mal, sacolejando pela BR-101, lá fomos nós.

Paramos em poucos lugares programados e em diversos outros para descida de passageiros, que na busca por encurtar um pouco o trajeto, pediam para desembarcar em trevos e postos de combustíveis. Tudo normal e depois de seis horas e trinta minutos de viagem, aportamos na rodoviária de Blumenau.

Desço do bólido, consigo resgatar meus pertences alojados no bagageiro e me dirijo confiante ao guinche da companhia que faz a linha entre onde eu estava e onde deveria chegar. Logo descubro que a busca antecipada pela grade de horários foi vã. O próximo bonde só em três horas e meia. Dam.

Como é comum em situações de desamparo, olho para os lados. Vislumbro uma reluzente fileira de carros limpíssimos rodeada por cidadãos barrigudos com camisas apertadas enroladas até o peito, todos, invariavelmente, fazendo malabarismo com palitos de dente para mantê-los presos aos beiços enquanto chupavam o resto do almoço preso nas cavidades das cáries. Rá! Taxistas.
Monto a carga no lombo enquanto vou calculando mentalmente quanto poderia custar uma corrida para o mesmo lugar que a passagem de ônibus custava cinco pratas. Usei como base o cobrado aqui e imaginei que algo entre vinte e vinte cinco reais seria suficiente. Malaventura. Por baixo uns cem reais, mas eu não faço, vê com ele ali. Ele Ali me disse que fazia por cem. Poutz, fudeu.

Vou acionar o senador Ralado e ver se ele conhece alguma alternativa. Ele deu a dica e consegui uma viagem com espera de pouco mais de hora e meia. Então depois de quase uma hora me equilibrando com a bagagem dentro do bonde, tornei-me um saltador de trevos. Felizmente o progenitor que deu ao Ralado sua nomenclatura congressista me recolheu na entrada da cidade e me levou até o Perfurando Barreiras. Finalmente cheguei ao estúdio do grande Ralado. Primeira etapa cumprida. Cheio de sede, poeira e articulações doloridas, me senti tranqüilo. 

Logo após cumprimentos e apresentações, quando conheci a primeira dama do Perfurando Barreiras, Letícia, e o Gibson, irmão e aprendiz do Ralado, tratei de dissipar a sede e seguimos para o hotel. Cara, precisava muito de um banho e de uma cama.

Havia um quarto reservado para minha pessoa. Logo que descarreguei a tralharada do lombo notei que o banheiro era coletivo. Beleza, já morei em colégio interno e não tenho muita frescura, ia ser tranqüilo. Mas foi só abrir a porta para perceber que com o tempo ficamos mais chatos. Uma lufada de gás tóxico invadiu meus sentidos. Veja bem que depois de todo o trajeto eu não me encontrava num estado muito apresentável. Era o único dia de sol em toda minha estadia na cidade e fazia um bom tempo que estava suado. 


Mas o banho foi adiado momentaneamente. Antes me dirigi a recepção e solicitei um upgrade. Sabe aquela olhada para os lados em desamparo? Pois é, quando fui atingido pelo gás mostarda percebi uma porta aberta e através dela notei um quarto com um cômodo a mais que o destinado a minha hospedagem. Só podia ser um banheiro, tinha que ser um banheiro, era um banheiro.

Hotel Colonial em Timbó - instalações simples e confortáveis. Atendimento ótimo e preço justo.

Mudei de lado. Fui transferido para o outro lado do corredor. O lado burguês, o lado dos banheiros. Aí sim. Banho e soneca. Nesse meio tempo já havia me comunicado com casa e já sentia os primeiros sintomas da saudade, mas a fome venceu a nostalgia e o cansaço. 


Era hora de buscar alimento. Fui ao estúdio o falei com o Gibson que me indicou uma lanchonete bacana ali perto. Fast food caseiro, drinks e de volta ao berço. Antes do sono dos justos, a falta da turma lá de casa. Telefonema, conversa, tv por luminária e dormir.


Domingo é dia de trabalhar. Com duas tatuagens agendadas saí cedo para um domingo e fui dar início a instalação volante do Crazy Hat Tattoo dentro do Perfurando Barreiras. Tudo nos conformes e saiu o primeiro trampo em terras nortistas:

Essa é a tatuagem que fiz na Daiane Cunha, gente finíssima. 

A Daiane ficou contente com a tatuagem. Acho que fez sucesso.

Gostei de como ficou a tattoo, curti tatuar, já estava me ambientando… o barulhinho mágico das máquinas era o mesmo, tava em casa.


Logo mais continuo a narração das Aventuras e tatuagens de Tavares Tattoo no norte.
Abraço.

tatuagem feminina e delicada de beija-flor colorido ...



Alô, alô rapaziada!!! Taí mais um vídeo da série. no final tem os links para o canal e para os outros vídeos publicados.
Abraço para a Eloísa.

cobertura de tatuagem feminina de estrelinhas na perna com tatuagem de hibiscos


Buenas terráqueos!
Essa semana postei uma série de três tatuagens cobertas por novos desenhos. Na verdade nem tão novos assim, a tatuagem do coração e a das estrelas estão mais para reforma que cobertura.
O negócio é que o tema fez sucesso. Não houve comentários na postagem – o que é normal por aqui -, mas recebi vários alguns e-mails pedindo mais postagens de cobertura de tatuagens mal feitas.
Então como sou bonzinho condescendente com você, assíduo leitor, aqui vai mais uma postagem de cobertura de tatuagens.



Dessa vez foi uma cobertura de tatuagens de estrelas com tatuagens de flores coloridas na perna.
Não que as estrelas estivessem muito mal feitas, mas a cliente não as queria mais. De qualquer jeito é sempre uma bronca cobrir tatuagens mal feitas.



Primeiro que é uma sacanagem com o autor da obra que vai ser coberta. Mas como eu sou chato: faz um tempo que não há muito de arte em estrelinhas de cinco pontas com contorno preto. Houve uma época em que trabalhávamos em três tatuadores no estúdio e chegamos a pensar em fazer um carimbo de estrela, tantos eram os pedidos por tattoos que imitassem a famosa estrela no pulso de Gisele Bündchen.
“Mas olha como é metido esse Tavares...” Mais metido que piolho em costura. Rá!
Outra dificuldade na cobertura de tatuagens é fazer o cliente entender que onde está preto, fica preto. Não adianta tentar colocar azul, vermelho, amarelo e sua variações sobre uma tatuagem preta, quando cicatrizar vai aparecer o desenho antigo no meio da tatuagem nova.
Então partimos para o desenho que vai cobrir a cagada.
Existem diversas técnicas para se fazer um cover-up, eu trabalho assim: primeiro, é preciso definir o tema da nova tatuagem. Nesse caso a cliente optou por hibiscos. Não flores, não rosas, não tulipas. Hibiscos.



É importante lembrar que nem sempre vai dar para fazer o que o cliente quer, mas quando existe um pouco de boa vontade dá para ao menos tentar.
Uma vez definido o tema, vamos a trás de referências que funcionem para o que se quer. A essa altura você já deve ter entendido o que se quer. Caso não, aqui vai uma dica: buscamos fazer uma tatuagem sobre outra existente para que essa não apareça mais e que a nova fique bonita, sem parecer que foi feita apenas para tapar uma má idéia.
Com as referencias na mão é hora de montar o desenho. Gosto de fazer isso à mão livre, direto sobre a pele. Fica mais fácil de se adaptar ao pigmento já cicatrizado.
Depois é Pau Nos Córnos Futebol Clube.



Para essa cobertura eu gostaria de tê-la feito um pouco maior, mas como tatuagem costumar ser uma obra encomendada e o acordo entre tatuador e tatuado deve ser respeitado, acabei por ceder e fiz no menor tamanho que julguei adequado para o propósito da cobertura das tatuagens de estrelinhas.
Ah, algumas partes do novo preto vão clarear quando a tatuagem estiver devidamente cicatrizada.
Dúvidas, sugestões, conselhos ou advertências? Podes usar o campo para comentários ou usar algum dos outros meios de me contatar: e-mail, MSN, Twitter, Orkut, MySpace, Facebook ou fazer-nos uma visita.

tatuagem de flor de lótus nas costas com borboleta


Se a cliente voltar e eu conseguir fazer uma fotografia da tatuagem cicatrizada eu posto aqui para vocês verem como ficaram as gotinhas.

tatuagem de número e filigranas no braço


Taí então a tattoo do Sétimo. 
Tem um tempo que a gente fez essa tatuagem. 
Ele queria o apelido no braço, mas de uma maneira mais orgânica e que não ficasse tão na cara o que era.
O brother é gente fina, curte e estuda arte, do clássico ao contemporâneo, tá sempre pilhado com alguma idéia legal e pediu para eu fazer a tattoo usando verde e vermelho, as cores da pimenta. 
Então além das cores, usei umas formas que lembram um pouco o ardente legume. 
Para não ficar vaziozão, preenchi o espaço com algumas filigranas sombreadas, só para dar um ar de letra capitular. 
Nesse momento eu tô desenhando mais uma tatuagem pro Sétimo. Coisa de guerreiro. Tá ficando nervosa.

tatuagem feminina de flores e borboletas



Essa tatuagem foi feita dentro da categoria mais solicitada entre todas: uma tattoo de borboletinhas com florzinhas e raminhos, tudo bem pequeninho e delicado.
O desenho foi tatuado na barriga, no ladinho, mais embaixo, manja?
A mulherada diz que é a virilha, mas a virilha é em outro lugar, ali é barriga.
Divirtam-se.

tatuagem de flor - feminina e delicada


Para conseguir uma tatuagem delicada, feminina e ao mesmo tempo marcante, projetei a sombra da tulipa sobre a pele de uma maneira a evidenciar a profundidade da flor - o que gera certa impressão 3D -, ao invés da tatuagem como uma estampa de duas dimensões.
Simples e bonita.

tulipas tatuadas sobre varizes


Depois de pesquisar muito, discutir com colegas e com a cliente, os possíveis resultados de uma tatuagem sobre áreas da pele que apresentam varicose, decidimos ir em frente e fazer as tulipas.
O esperado sangramento excessivo não ocorreu. O pigmento não foi dispersado pelas veinhas. A cliente não reclamou de dor. Foi tudo bem. Aliás, melhor até que o esperado.

Borboletinha faceira

Essa tattoo é "dazantiga", mas como florzinha e borboletinha não saem da cabeça da mulherada, vai mais uma para manter a tradição. Tatuagem da querida Lu Beloli!

tatuagem feminina, um tribal delicado.


Essa tattoo foi feita no braço após uma conversa sobre o envelhecimento das tatuagens nos dedos. Depois de explicar à Simone como ficam as tatuagens nos dedos depois de poucos anos, ela sabiamente optou por tatuar o ante-braço.